domingo, 26 de setembro de 2010

A chuva



Cabelos voando ao vento
Vento forte
As árvores bailam ao seu sabor
Folhas pelo chão
Um vento frio... como a saudade
Prenúncio de chuva
Chuva forte... intermitente
Chuva copiosa
O anúncio da primavera
Ipês floridos, pássaros cantando
Porém, o céu ainda está nublado
E a chuva ruge no telhado
Lava minh'alma
Leva embora a saudade
Vai chuva, leva... para bem longe
Ao amanhecer o sol voltará
Invadindo a cidade com seu brilho
Trazendo a esperança
Com seus raios cintilantes
Desabrochando a primavera
Colorindo os campos
Aquecendo os corações...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O amigo

Quando o coração aperta
As lágrimas descem 
E o pranto rompe
Você está lá
Não se faz preciso chamar
Basta uma palavra
E mesmo que esteja derrotado
Sinto sua mão estendida em minha direção
Não te vejo, mas sinto teu abraço
Sinto teu carinho e zelo
Um empenho sem fim em me levantar
Você está caído
Mas me empurra pra cima
Fala-me que ali não posso ficar
Que ali não é meu lugar
Eu acredito em você
Sorvo tuas palavras como um bom vinho
Lentamente reergo-me
Confio em ti... plenamente!
Ah!! O amigo!!
O amigo constante
Um vinho tinto
Brindemos!!
As uvas são seletas
Da melhor safra
Da mais frondosa parreira
Rubro como sangue
Forte e incorpado
Caloroso como só o amigo consegue ser
Brindemos!!
À sua... à minha!!
O vinho autêntico 
Que é a amizade leal


P.S.: obrigada amigo!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Sopra o vento



Tá ventando pra caramba
Vamos dançar ao sabor do vento...
Se deixar levar pelos sopros que não dizem nada
Mas pare e ouça com atenção, ventos sempre trazem novidades
Mas nem sempre são as novidades que esperamos
Porém nem sempre as coisas são a nosso bel prazer
Nem sempre as coisas são ao prazer de ninguem
Mas uma hora o vento muda, e novos ares sopram
Mas uma hora tudo mudo muda e os ventos voltam
E nessa hora temos que agarrar o que ele trás de bom
E nessa hora que temos de ser o que há de bom
Levantar a cabeça e ver que a vida é boa
Ver que isso foi só um vento
Mas ventos vem e vão... Sempre
Insistentemente igual ao dia que vem após a noite.
Exatamente como a primavera floresce após o inverno
Exatamente como após a tristeza vem a lágrima
E depois da lágrima um sorriso insiste em surgir
E é esse sorriso que faz o mundo girar... como sempre!
Um eterno ciclo... a vida
Um eterno vicio ... a vida
Uma eterna paixão... a vida
Um eterno tudo... a vida
Eternamente a vida... O amor

Era uma conversa normal no msn entre dois amigos, até o vento entrar no papo e o devaneio correr solto...
O amigo em questão é Geovanny Aral (@geo_aral) está todo aí sem retoques, sem correções, da mesma forma em que foi escrito...Adorei!!
Conheça também o blog do Geovanny, You Live You Once 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cai a tarde


Fim da tarde um café

Burburinho lá fora
Aqui a TV fala às paredes
Calor causticante
Impaciência... relógio vagaroso
Andando a passos lentos rumo ao fim de mais um dia
Estrondo... explosão... depois a calmaria
Redenção!
Vento no rosto, trânsito louco
O porto seguro... a paz!
O cansaço me joga no sofá
De repente ouço a música
Uma música apenas
E com ela as lágrimas... nó na garganta
Mas por que?
Cabeça confusa
Lágrimas que insistem em transbordar
Não as impeço
E essa angústia de onde vem?
A música diz: 
"I know I'll survive, I know I'll stay alive"
Sobrevivi sim!! Mais uma vez
Um sorriso estampa meu rosto
Um brilho acende meus olhos
Eu consigo seguir em frente
Sem você a meu lado
Seremos mais felizes assim
"You'll see, somehow, someday"



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Luz no horizonte



Olho ali fora e enxergo o horizonte
Olho aqui dentro e vejo a saudade
Ali fora está convidando
Dona Saudade terei que deixá-la
Você que me acompanha a certo tempo
Você que grudou em mim e não quer largar
O horizonte ali fora clama por mim
Terei que abandoná-la à mercê da própria sorte
Você só me ofereceu dor e lágrimas
Angústia e aflição e espera e... silêncio
O horizonte que enxergo não me traz promessas
Não me ilude com juras e belas palavras
Não me seduz com um olhar apaixonado
Tolice... um desatino
Aaahh... vou ali ver o que me espera
Sair deste mundo de ilusão
Tentar divisar um mundo novo
Ali fora onde o sol resplandece
E quanto à você, Dona Saudade
Prepare-se para a partida
Sua passagem só de ida já está em mãos
Ofereceu-me o céu e me deu o inferno
Mostrou-me as rosas e me entregou os espinhos
Repito: ali fora o horizonte convida
Pode ser que ele me logre
Porém ele não me prometeu nada...

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma saudade


Doce sonho!
Noites de verão frente ao mar
Dançamos sob as estrelas
Testemunhas taciturnas do amor 

Saudades tuas!
Transborda o peito, sangra os olhos
Saudades de quem não conheci
Saudades do que nunca existiu

Doce sonho! 
Madrugadas de outono
A melodia do teu violão
Nos olhos esperança e desejo

Saudades tuas! 
Penetrante e insaciável
Que aprisiona e tece a solidão
Hoje, saudades de mim.

Doce sonho!
Longo e frio inverno
O cheiro, o toque... o beijo
Labaredas em meu coração

Saudades tuas!
Que vai desenhando um pedaço de mim,
Arrancando suspiros na escuridão da noite
Doce sonho... doce pesadelo



Post escrito em parceria com a amiga Rozeli Mesquita de Campinas-SP (@RozeliMesquit)
Leia mais do belo trabalho dela clicando AQUI... poetisa de primeira grandeza, deu-me a honra de duetar com ela, eu uma simples aprendiz... obrigada Roze!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Idas e vindas



Na vida tudo vem e vai
Um eterno ciclo
Um dia você está aqui
No outro não sabe
Um dia você mora dentro do coração
Mora lá porque chegou sutilmente
Ocupando aos poucos os espaços
E os dias foram passando
O coração se entregando
Sim... você ganhou lugar cativo no coração
Um lugar mais do que certo
De amor o coração foi preenchido
Completamente entorpecido
Explosão de sentimentos... felicidade sublime
Quando menos se espera
O outro lado da moeda
A face torpe do ciclo
Sem aviso prévio... sem notícia alguma...
Sua morada era no coração
Mudou e não desocupou
Não carregou a mudança
Ausência... solidão... angústia... espera...
Nas idas e vindas
No eterno ciclo
Tudo que vem... outra hora vai
Adeus... o espaço está vago
Da mesma forma que você o encontrou!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Primavera


Primavera chegando
Pássaros cantando
Flores desabrochando
Orvalho ao amanhecer!

Coração pulsante
Alma vibrante
Esperança adiante
Calor ao entardecer!

Olhar luzindo
Caminhos abrindo
Luar quão lindo
Estrelas ao anoitecer

domingo, 5 de setembro de 2010

Solidão a dois



O amor diante do abismo
Pronto pra se atirar
Dois corações partidos
Despedaçados, estraçalhados
Completamente absortos na dor
Comungam de uma solidão a dois
Uma solidão pungente, latente 
Aflitivo estar sozinho junto
Dolorosa solidão
Cada qual caído a um canto
Até tentam se levantar
Ah... mas não conseguem
Um fantasma maligno os assombra
Paira sobre eles noite e dia
Impede que se dêem as mãos novamente
Impede que o amor triunfe
Impede que os olhos brilhem quando se encontram
Olhos que evitam o encontro
Bocas que não compartilham do mel
Ali... numa solidão a dois...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Esperar



Espero... e uma angústia permeia meu coração
Qualquer espera é angustiante...
A espera de algo que não se sabe se chega ou não... 
Ah meu amigo, é pior ainda
Espera e incerteza... quer combinação pior??
Não se sabe onde está...
Se vem ou não, e o pior, se quer vir ou não!
Porém espero mesmo assim...
A razão me manda parar de esperar e seguir!!
Seguir pra onde??
Alguém tem a resposta pra me dar??
Quem já tirou do peito o sentimento e jogou ribanceira abaixo??
Mas jogar assim como se joga uma pedrinha
Vê-la rolar morro abaixo e não se estilhaçar junto... 
Quem tiver uma receita eficaz, favor ensinar!!
Ensina-me a deixar pra trás os dias de espera e angústia...
Ensina-me a encerrar num pacotinho os momentos de saudade...
Ensina-me a guardá-los no fundo daquele velho baú...
Ensina-me como trazer de volta o brilho nos olhos...
Ei você!! Devolva o meu sorriso que levou contigo!!!
E principalmente: desocupe o meu coração!!
Porque aqui tão perto...
 "Aeronaves seguem pousando sem você desembarcar"