sábado, 15 de janeiro de 2011

As flores estão lá

Quando ele menos esperava
O chão abriu sob seus pés
Foi tragado abruptamente
Não havia ali um galho sequer onde se agarrar
Deixou-se cair
Foi caindo... caindo... até o fundo
Não entendia o que estava acontecendo
Pensava que aquilo tudo era parte de um sonho ruim
E logo acordaria e estaria tudo bem
Porém se enganou
Acordou e continuava dentro do pesadelo
Sem entender absolutamente nada
Estava tudo acabado
Intriga... discussão... veneno
Mas ele nunca está sozinho
Em seu jardim permanecem as flores
As flores que ele rega e cuida com esmero
...
Agora os olhos brilham 
Um sorriso se estampa em seu rosto


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De amigo a vilão

Livros, apostilas, caderno, lápis, borracha, caneta e o tão amado marca-textos – amado sim, imprescindível nessa atual maratona em que me enfiei. Junto a isso muito calor nesta terra e café – o amigo que desperta e acende o ânimo para mais horas à frente de tudo aquilo ali em cima.

Fim do dia, olhos cansados, corpo alquebrado – esgotamento. O banho refresca e relaxa, ainda é cedo. Após o jantar uma luta ferrenha para não entregar os pontos tão cedo. Até que não dá mais. O corpo pede cama, sono e descanso... já prevendo o dia seguinte quando a batalha iria recomeçar.

Travesseiros, aconchego, o livro está ali no canto da cama, dou boa noite a ele – esta noite não vai dar. Apaga a luz, ajeita-se na cama e... o sono desaparece. O corpo clama por dormir... mas o cérebro não desliga. Sim, está instalada uma grande crise – a insônia.

Insônia atrevida que ninguém chamou e por quê? Ela não faz parte do dia-a-dia. Ela não foi convidada – espera, para tudo!!! Foi sim – o amigo café conversou tanto durante o dia que chamou essa chata para me fazer companhia.

Rola de um lado, rola de outro. Planeja o dia seguinte. Vive coisas fantasiosas. Revive momentos bons. Conta carneirinhos...  mas nada resolve. Pega o celular, entra na internet. Permanece no celular, fuça todos os joguinhos disponíveis. Deixa o celular de lado... e nada.

Acende a luz, pega o livro. Dois capítulos e nada. Levanta da cama, vai à cozinha. Isso é hora de ligar o liquidificador pra fazer suco de maracujá? Já passava das 2:00h. E nada. Óleo relaxante na testa e uma decisão – dormir a qualquer custo. Como se fosse simples assim.

2:35h foi o último horário que  lembro de ver na tela do celular. O que funcionou? Não sei. Deve ter esgotado o efeito da cafeína. O mais legal? 7:10h estava acordada.

Insônia é uma coisa que esgota a gente – concentração nula no dia seguinte. Fui obrigada a deixar livros, apostilas, caderno, lápis, borracha, caneta e o tão amado marca-textos tudo de lado – e o café – como viver sem ele? Não dá – literalmente.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Sobre cimento e tijolo

Ontem e hoje.
O que separa um ano do outro além dos intermináveis fogos de artifício?
Tão somente as doze badaladas do relógio na noite de 31 de dezembro.
Os dias que antecedem a esta data no calendário torna as pessoas muito mais afáveis e simpáticas, tudo isso num passe de mágica. Todos lhe sorriem, até aquele ser que passou o ano de cara amarrada para tudo e todos, de repente irrompe em carisma infindável. E daí porque é fim de ano você é obrigado a sorrir para o ser? Hipocrisia barata.
É nesta época também que as pessoas comprometem suas finanças até praticamente o fim do próximo ano - lembrando por meses a fio as compras da época. Além da benevolência e da gastança desmedida, entram também as promessas para o ano que bate à porta. Menos promessas e mais ação, que tal? Projetar se faz mais importante do que prometer. Promessa é dívida - é bem provável que você fique devendo. Faça um projeto para o seu ano -- ou não -- e se o fizer prepare o terreno para o alicerce, levante as paredes e cubra com as telhas. Cansei de prometer para o ano novo e não cumprir...
O ano começa e meu projeto está pronto, depende só de mim.
O que esperar?
Nada. O negócio é colocar o projeto em ação, mãos a obra. De nada adianta esperar que a bondade divina faça as coisas acontecerem. Se eu não mexer o cimento e assentar os tijolos não terei as paredes.
Hora de preparar o alicerce.


Um ano repleto de lírios no seu jardim --  lindos e vistosos.

(escrito em 01/01/11)