sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De amigo a vilão

Livros, apostilas, caderno, lápis, borracha, caneta e o tão amado marca-textos – amado sim, imprescindível nessa atual maratona em que me enfiei. Junto a isso muito calor nesta terra e café – o amigo que desperta e acende o ânimo para mais horas à frente de tudo aquilo ali em cima.

Fim do dia, olhos cansados, corpo alquebrado – esgotamento. O banho refresca e relaxa, ainda é cedo. Após o jantar uma luta ferrenha para não entregar os pontos tão cedo. Até que não dá mais. O corpo pede cama, sono e descanso... já prevendo o dia seguinte quando a batalha iria recomeçar.

Travesseiros, aconchego, o livro está ali no canto da cama, dou boa noite a ele – esta noite não vai dar. Apaga a luz, ajeita-se na cama e... o sono desaparece. O corpo clama por dormir... mas o cérebro não desliga. Sim, está instalada uma grande crise – a insônia.

Insônia atrevida que ninguém chamou e por quê? Ela não faz parte do dia-a-dia. Ela não foi convidada – espera, para tudo!!! Foi sim – o amigo café conversou tanto durante o dia que chamou essa chata para me fazer companhia.

Rola de um lado, rola de outro. Planeja o dia seguinte. Vive coisas fantasiosas. Revive momentos bons. Conta carneirinhos...  mas nada resolve. Pega o celular, entra na internet. Permanece no celular, fuça todos os joguinhos disponíveis. Deixa o celular de lado... e nada.

Acende a luz, pega o livro. Dois capítulos e nada. Levanta da cama, vai à cozinha. Isso é hora de ligar o liquidificador pra fazer suco de maracujá? Já passava das 2:00h. E nada. Óleo relaxante na testa e uma decisão – dormir a qualquer custo. Como se fosse simples assim.

2:35h foi o último horário que  lembro de ver na tela do celular. O que funcionou? Não sei. Deve ter esgotado o efeito da cafeína. O mais legal? 7:10h estava acordada.

Insônia é uma coisa que esgota a gente – concentração nula no dia seguinte. Fui obrigada a deixar livros, apostilas, caderno, lápis, borracha, caneta e o tão amado marca-textos tudo de lado – e o café – como viver sem ele? Não dá – literalmente.


2 comentários:

  1. Incrível coincidência com minhas noites, com a diferença que eu ainda tento ataques noturnos a patroa, em sua maioria, água...
    Melhor a gente parar com café essa hora...;)
    Bjos
    Hugo

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  2. São das noites de insônia que surgem as melhores idéias e as piores tambem...kkkkkkk
    Se não dá pra lutar contra a maré... se deixa levar...!!!
    Dormir é pros fracos... você vai dormir 1/3 da sua vida...! Faça as contas... Um dia sem o tão adorado sono pode ser até bom!!
    Não briga comigo nãããão Edi!!!
    Eu sempre adoro os seus textos!!
    Demorei mas comentei...

    Bjos
    Geovanny ArAl
    http://geoaral.blogspot.com/

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